Casillas é escolhido o melhor goleiro da Copa 2010

O espanhol Iker Casillas foi eleito o melhor goleiro da Copa do Mundo de 2010. Ele ganhou a “Luva de Ouro” após ter tomado apenas dois gols no torneio.

Depois da derrota da Espanha por 1 x 0 na estreia contra a Suíça, Casillas superou a pressão e as críticas iniciais e teve uma série de boas atuações que ajudaram a sua seleção a ganhar o título inédito.

A seleção espanhola, que conquistou o título neste domingo após vencer a Holanda por 1 x 0 na prorrogação, levou ainda o prêmio de ‘Fair Play’ da Fifa, concedido ao time mais disciplinado do torneio.

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Thomas Müller é eleito o melhor jogador jovem da Copa 2010

O alemão Thomas Müller conquistou neste domingo o prêmio de Melhor Jogador Jovem do Mundial da África do Sul, segundo a Fifa. O jogador de 20 anos foi ainda um dos artilheiros do torneio com cinco gols, ao lado de David Villa, Diego Forlán e Wesley Sneijder.

O alemão superou os outros dois concorrentes, o mexicano Giovani dos Santos e o ganês André Ayew e é o terceiro atleta germânico a receber a honraria, conquistada por Franz Beckenbauer em 1966 e Lukas Podolski em 2006.

Mueller tornou-se o segundo jogador mais jovem da história a fazer cinco gols na mesma edição da Copa do Mundo. Apenas Pelé o supera, com seis gols marcados na Suécia, em 1958, aos 17 anos.

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Final entre Espanha e Holanda quebra recorde de cartões amarelos

A vitória da Espanha sobre a Holanda por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2010 registrou um fato negativo. A partida no Soccer City foi a decisão com o maior número de cartões amarelos (12, sem contar os dois que resultaram no vermelho de Heitinga).

Pela Holanda, Van Bronckhorst, Van Bommel, De Jong, Van Persie, Robben, Van der Wiel e Mathijsen tomaram o amarelo do árbitro britânico. Para completar, Heitinga foi expulso após receber dois cartões. Do lado espanhol, Sergio Ramos, Puyol, Capdevilla, Iniesta e Xavi.

Com 12 cartões, a final na África do Sul desbanca a decisão do título de 1986. Na vitória por 3 a 2 da Argentina sobre a Alemanha no Estádio Azteca, Diego Maradona, Julio Olarticoechea, Hector Enrique, Nery Pumpido, Lothar Matthaus e Hans-Peter Briegel tomaram o amarelo do árbitro brasileiro Romualdo Arppi Filho.

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Jornais holandeses destacam repetição de fracassos

Os jornais holandeses não se conformam com a derrota para a Espanha em plena final da Copa do Mundo. Essa seria a primeira vez que a Laranja conseguiria levantar a taça mais desejada do mundo do futebol.

Alguns jornais destacam a repetição do fracasso na tentativa do título. É o caso do De Telegraph, que coloca uma foto dos holandeses se abraçando com a manchete: “Terceiro trauma da Laranja”. O “Eindhovens Brabnt” colocou Robben caído sozinho no gramado e a frase: “Novamente”. Os dois lembram a terceira vez que a Holanda fica na segunda colocação, repetindo 1974 e 1978.

O “Brabants Gagblad” afirma que o “sonho da Laranja está acabado”. O “De Volksrant” é simples: “Holanda perde da Espanha na final da Copa”. O único que dá destaque para Iniesta é o “Algemeen Dagblad”, que coloca a foto do meia levantando a taça e a frase: “Iniesta faz Holanda mergulhar no luto”.

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Forlán é eleito o melhor jogador da Copa de 2010

O atacante Diego Forlán, da seleção uruguaia, foi escolhido o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. Ele recebeu o prêmio Bola de Ouro após votação da imprensa internacional após a final do torneio, com vitória da Espanha sobre a Holanda por 1 a 0.

Forlán ficou com 23,4% dos votos após terminar a Copa do Mundo entre os artilheiros do torneio com cinco gols na campanha que deu ao Uruguai a quarta colocação no torneio. O meia holandês Wesley Sneijder ficou em segundo com 21,8%, e o espanhol David Villa ficou em terceiro.

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Iniesta oferece gol e título a jogador que morreu no ano passado

Autor do gol do primeiro título da Espanha na Copa do Mundo, o meio-campista Iniesta dedicou a vitória da “Fúria” sobre a Espanha a Dani Jarque, ex-jogador do Espanyol, que morreu durante a pré-temporada de sua equipe na Itália.

“Dani Jarque está sempre conosco” é o que estava escrito na debaixo da camisa de Iniesta e que foi mostrado pelo herói espanhol assim que marcou o gol da vitória, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Após o jogo, Iniesta, visivelmente emocionado, confirmou a homenagem e falou que também oferece a vitória à sua família e ao povo espanhol.

Diante de um emocionante jogo, Iniesta mal conseguia conversar após o triunfo por 1 a 0 sobre os holandeses e até teve uma interrupção em seu raciocínio. “Da forma que foi… Não há palavras, foi um trabalho de muito tempo”, complementou o jogador do Barcelona.

Dani Jarque, que estava com boas chances de ser convocado para a seleção espanhola, morreu em 8 de agosto de 2009. Ele estava em seu quarto em um hotel na Itália, quando perdeu a consciência. Ele chegou a ser socorrido, mas não houve tempo suficiente para reanimá-lo.

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Del Bosque aponta jogadores como responsáveis por título

O técnico da seleção espanhola, Vicente del Bosque, apontou seus jogadores como principais responsáveis pelo primeiro título da Espanha. Neste domingo, a “Fúria” ganhou da Holanda por 1 a 0, em Joanesburgo, e faturou a Copa do Mundo de 2010.

“Devemos isso aos 23 jogadores. Tivemos 50 dias sem nenhum incidente, e é para nos sentirmos orgulhosos com esses jogadores. É um valor incalculável para a Espanha”, afirmou Del Bosque, após o triunfo no Soccer City.

Del Bosque viu a “Fúria” como merecedora da vitória na prorrogação. “Foi uma partida difícil, mas nossos jogadores são fantásticos. É verdade que eles conseguiram nos marcar, mas tivemos quatro situações de gol claras.”

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Espanhóis comemoram “sonho que virou realidade”

Os jornais espanhóis enalteceram o primeiro título de sua história na Copa do Mundo. Os diários relataram o sofrimento da vitória por 1 a 0 sobre a Holanda, no fim da prorrogação, e ainda criticaram a arbitragem do inglês Howard Webb.

“Iniesta nos leva ao céu”, escreveu o site do jornal “Marca”. “O sonho virou realidade. Tivemos que sofrer, mas valeu a pena”, complementou, lembrando ainda a dificuldade de uma partida dura contra os holandeses e decidida a quatro minutos do fim.

O “AS” descreveu os erros disciplinares da arbitragem e exaltou o merecimento da “Fúria” em levar o primeiro troféu de sua história. “A seleção mereceu sempre a vitória frente a uma Holanda que não parou de bater em todo o jogo”, publicou o jornal. “Má atuação de Howard Webb, que mostrou 12 cartões amarelos e expulsou Heitinga, mas que não fez o mesmo com De Jong, Van Bommel e Robben.”

O “El País” lembrou que a espera da Espanha chegou ao fim na 19ª edição de Copa do Mundo. “O 11 de julho já é um dia histórico no esporte nacional”, escreveu o site do jornal.

“Iniesta acabou com uma partida de agonia em que houve oportunidades para ambos os lados e na qual a Holanda jogou com muita dureza. Oitenta anos depois da criação da Copa Jules Rimet, a Espanha é a oitava campeã. O sonho já é realidade.”

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Espanha vence Holanda na prorrogação e é campeã mundial pela 1ª vez

A Espanha venceu a Holanda com um gol aos 11 minutos do 2º tempo da prorrogação e tornou-se campeã do mundo pela primeira vez na sua história. Iniesta foi o autor do gol da vitória em um jogo que parecia que terminaria 0 a 0 pelo tanto de chances desperdiçadas.

A vitória dá para a Espanha a honra de ser a primeira seleção da Europa a conquistar o troféu mais desejado do futebol fora de seu continente. O 1 a 0 também derruba uma invencibilidade de 24 jogos do time Laranja, incluindo partidas antes do Mundial. É a terceira vez que a Holanda fica com o vice-campeonato: as outras duas foram em 1974 e em 1978.

O jogo ficou marcado pela falta de criatividade e pelo excesso de marcação. Foram treze cartões amarelos e um vermelho, sendo oito deles para a Holanda, que abusou da boa vontade do juiz inglês Howard Webb. Por outro lado, Robben, pelo lado Laranja, e David Villa, pela Fúria, perderam chances inacreditáveis, que definiriam o jogo.

O resultado não poderia ser outro a não ser a prorrogação, que apresentou o mesmo estilo de jogo dos 90 minutos regulamentares. Os goleiros trabalharam algumas vezes, jogadores reclamando com Howard Webb e pouco futebol bonito, totalmente contra as expectativas de antes da partida, quando grande parte da mídia e da torcida esperava a consagração do futebol bonito. Essa foi a sexta final que teve prorrogação. As decisões de 1934, 1966, 1978, 1994 e 2006 seguiram o mesmo caminho.

E mais um acerto do Polvo Paul, que não errou nenhum resultado durante o Mundial inteiro. Você acredita nele agora?

O jogo

Logo aos 4 minutos, a Espanha mostrou que estava decidida a sair na frente. Sérgio Ramos sofreu falta e foi para dentro da área tentar aproveitar o cruzamento. A bola foi alçada na área, e ele mesmo conseguiu um belo cabeceio. Stekelenburg fez excelente defesa e espalmou a bola. Os espanhois ainda tentaram aproveitar o rebote, mas a zaga Laranja afastou o perigo.

Sergio Ramos queria mesmo ser o nome do jogo. Seis minutos mais tarde, ele recebeu a bola pela direita e driblou Kuyt com direito a pedalada. Já dentro da pequena área, ele chutou cruzado e Heitinga cortou o cruzamento, mandando a bola para escanteio. Na batida da bola parada, David Villa pegou no segundo pau e chutou na rede pelo lado de fora.

A primeira resposta da Holanda foi aos 17 minutos. Sneijder bateu falta praticamente da mesma posição de onde balançou as redes do Brasil. A bola cruzou perigosamente a área inteira, mas Casillas não teve tantas dificuldades para encaixar a estreante da noite, a Jo’bulani.

Pouco tempo depois, De Jong protagonizou uma jogada digna de lutas. O volante da Holanda deu um chute com as travas da chuteira no peito de Xabi Alonso. Imediatamente, os espanhois cercaram o juiz inglês cobrando o cartão vermelho. O amarelo ficou muito barato para De Jong. Àquela altura, a Espanha dominava cerca de 57% da posse de bola, contra uma Holanda que procurava explorar os contra-ataques e abusava das faltas.

Aos 47 minutos, a Laranja resolveu criar perigo. Novamente Sneijder usou da bola parada para assustar o adversário. Ele cruzou para dentro da área, e Heitinga desviou. Puyol apareceu em cima da hora e desviou para fora da área, onde Robben estava esperando. Ele chutou quase que de primeira para Casillas praticar uma ótima defesa e colocar para escanteio. Ali terminava o primeiro tempo de muita pegada e pouco futebol bonito que tanto prometiam antes de o jogo começar.

O segundo tempo começo da mesma forma do primeiro. Desta vez, depois de um escanteio batido aos 2 minutos da etapa inicial, Puyol desviou a bola na primeira trave e viu seus companheiros errarem a tentativa de completar a bola para o gol. Já foi a primeira grande chance na volta do jogo após o intervalo. Sete minutos depois, Xavi bateu uma falta a 27 metros do gol direto para o gol. Stekelenburg só acompanhou, e a bola bateu na rede pelo lado de fora.

O jogo era muito nervoso. Se a Espanha tinha passado boa parte da primeira fase sem tomar cartão amarelo, na final recebeu dois. Talvez reação da violência da Holanda, que já somava cinco advertências aos 12 minutos do 2º tempo.

O lance mais importante do jogo até então foi acontecer aos 16 minutos da etapa final. Robben recebeu a bola de um belo lançamento de Sneijder e ficou cara a cara com Casillas. Ele esperou o goleiro decidir o canto para tentar colocar no canto oposto. O atacante fez exatamente isso, mas a bola bateu caprichosamente no pé de Casillas, indo para escanteio.

A Espanha rapidamente respondeu. Aos 24 minutos, Heitinga furou a bola como zagueiro de várzea. A bola sobrou cara a cara com aquele que seria o artilheiro do Mundial e provavelmente o melhor jogador da Copa caso transformasse a chance em gol. David Villa chutou de dentro da pequena área e perdeu a chance que seria impossível de acreditar que ele perderia. O mesmo Heitinga, que acabaria como vilão do jogo, conseguiu, mesmo caído, desviar a bola para escanteio.

Depois, aos 32 minutos, mais uma jogada de bola área levou perigo para os holandeses. Sérgio Ramos entrou praticamente sozinho na pequena área e deu uma cabeçada muito forte. A bola passou por cima da trave para o desespero dos espanhois.

Aos 37 minutos, Robben teve mais uma vez a chance do jogo. Recebeu passe de Van Persie, ganhou na corrida de Puyol, que tentou o agarrar. Mesmo assim, ele conseguiu sair frente a frente com Casillas, mas deixou a bola escapar na hora da conclusão. Ele caiu no chão e imediatamente saiu correndo para reclamar com Howar Webb. O juiz ouviu as críticas e respondeu com o amarelo. Era o último grande lance do tempo regulamentar.

A prorrogação

Logo no primeiro lance, Iniesta reclamou de falta dentro da área de De Jong. O juiz nada fez e mandou o jogo seguir de maneira acertada. Pouco tempo depois, Fabregas ficou cara a cara com o goleiro. Ele estava tão livre que pôde até escolher o canto que iria bater. Stekelenburg usou a canela esquerda para salvar a Holanda.

E só dava Espanha. David Villa passou para Jesus Navas. Ele entrou na área e chutou em direção ao gol. A bola bateu em Van Bronckhorst e salvou Stekelenburg, que já estava totalmente fora de jogo. Foi a última grande chance do 1º tempo.

O primeiro cartão vermelho saiu só aos 3 minutos do segundo tempo. Iniesta ficaria cara a cara com passe de Xavi, mas Heitinga preferiu não acreditar novamente em Stekelenburg e segurou o meia espanhol. Ele tomou o segundo cartão amarelo e assistiu ao resto do jogo do vestiário.

O mesmo Iniesta, no entanto, estava predestinado a ser o heroi da partida. Ele recebeu a bola aos 11 minutos do 2º tempo da prorrogação de Fabregas. Ele deixou a bola pingar e, de pé direito, chutou cruzado e muito forte. Sem nenhuma chance para Stekelenburg. Era o gol do título.

FICHA TÉCNICA
HOLANDA 0 X 1 ESPANHA

Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 11 de julho de 2010 (Domingo)
Horário: 15h30min(de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Darren Cann e Michael Mullarkey (Ambos da Inglaterra)

Cartão amarelo: Van Bronckhorst, Van Bommel, De Jong, Van Persie, Van der Wiel, Robben, Mathienjsen e Heitinga (HOL); Sergio Ramos, Capdevilla, Puyol, Xavi e Iniesta (ESP)

Cartão vermelho: Heitinga (HOL)

Gol: Iniesta, aos 11 minutos do 2º tempo da prorrogação

HOLANDA
Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst (Braahfeid); Mark Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Sneijder, Dirk Kuyt (Elia) e Robben e Van Persie
Técnico: Bert Van Marwijk

ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Fabregas), Xavi e Iniesta; Pedro (Jesus Navas) e David Villa (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque

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Alemanha vence Uruguai de virada e conquista 3º lugar pela quarta vez

A Alemanha venceu o Uruguai por 3 a 2 e garantiu, pela quarta vez na sua história, a terceira colocação. O desempenho acabou repetindo o resultado do último Mundial, quando os tricampeões jogavam em casa. O jogo foi emocionante, teve duas viradas e cinco gols, mantendo a tradição dos jogos que definem a terceira colocação em uma Copa do Mundo.

O fato positivo para os que torcem pela manuntenção de Ronaldo como o maior goleador de todos os tempos de Copa foi a ausência de Klose. Com dores nas costas, o jogador assistiu ao jogo inteiro do banco de reservas e viu um time, muitas vezes, com pouca vontade de definir.

Os uruguaios, nitidamente, corriam mais em campo, mas pecaram nos desperdícios de jogadas. Suárez, por exemplo, deixou duas chances claras irem pela linha de fundo, e Forlán ainda beliscou a trave no último segundo de jogo. Outra escrita que se mantém, pelo menos por enquanto, é a precisão do polvo Paul. Ele já havia cravado a Alemanha como terceira colocada.

O jogo

A Alemanha começou melhor, apesar da teórica falta de interesse no jogo. Os alemães conseguiam trocar passes sem grandes problemas no meio-campo, e Schweisteiger era o o grande nome do time. Ele comandava a criação e era papel importante na marcação. Tanto que o primeiro gol da Alemanha saiu de um chute dos pés dele. O meia chutou de longe, e Muslera deu rebote de uma bola que aparentemente seria facilmente defensável. No rebote, uma das revelações do Mundial Thomas Müller completou com o gol livre. Aos 17 minutos, a Alemanha convertia o domínio em bola na rede.

Depois do gol, a Alemanha dominava a bola com facilidade, passava de um lado para o outro do campo sem grandes problemas. A falta de combate acabou gerando até uma certa falta de atenção nos tricampeões. Tanto que Schweisteiger, um dos melhores na partida até então, bobeou e perdeu a bola para Pérez. O bom volante uruguaio aplicou um carrinho perfeito, tocou para Suárez. O atacante, que fez muita falta na semifinal, tocou de maneira perfeita para Cavani, que, de bico e se esticando inteiro, empatou o jogo aos 27 minutos.

Se o desinteresse da Alemanha já era grande antes mesmo de começar a partida, após o gol de empate a falta de ambição ficou maior ainda. Com o campo molhado por causa da forte chuva que atingiu Porto Elizabeth, o time comandado por Joachim Low errava bastante passe e dava algumas chances para o Uruguai, que acaba não aproveitando tão bem. O símbolo do desperdício uruguaio foi a péssima finalização de Suárez, aos 42 minutos. Ele recebeu belo passe de Forlán e ficou frente a frente com Butt. De dentro da pequena área ele fez o mais difícil: chutar para fora.

O segundo tempo começou da mesma forma. O parecia vida ou morte para os uruguaios era só mais um amistoso para a Alemanha. E por isso mesmo, com um dos gols mais bonitos da Copa, o Uruguai virou a partida. Arévalo recebeu pela direita e cruzou para a entrada da área. Forlán pegou de sem-pulo, de primeira. A bola ainda quicou na grama e morreu no fundo da rede de Butt aos 7 minutos da etapa final.

O Uruguai ainda comemorava a virada quando Muslera voltou a falhar. Boateng cruzou, e o goleiro saiu socando o ar, ainda dividindo a bola com dois de seus zagueiros. Jansen precisou dar um pequeno pulo para alcançar a bola e empatar a partida aos 12 minutos do segundo tempo. O autor do gol nem comemorou, apenas levantou os braços e voltou para seu campo para recomeçar o jogo.

A partir de então o jogo esfriou um pouco. Nenhuma das equipes criavam grandes chances de gol, e o jogo parecia caminhar para a prorrogação. Muita troca de passes no meio-campo e pouca ofensividade. Os torcedores já se preparavam para mais 30 minutos de emoção quando Khedira aproveitou grande falha de Lugano para garantir a vitória da Alemanha. De dentro da pequena área colocou no ângulo de Muslera de cabeça. Tabárez ainda tentou dar a última esperança aos torcedores uruguaios colocando El Loco Abreu, que pouco podia fazer. Forlán ainda bateu uma falta aos 47 minutos e a bola triscou na trave.

FICHA TÉCNICA
URUGUAI 2 X 3 ALEMANHA

Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (África do Sul)
Data: 10 de julho de 2010 (Sábado)
Horário: 15h30min(de Brasília)
Árbitro: Benito Archundia (México)
Assistentes: Marvin Torrentera (México) e Hector Vergara (Canadá)

Cartão amarelo: Aogo, Cacau e Friedrich (ALE); Diego Pérez (URU)

URUGUAI: Muslera; Cáceres, Lugano, Godín e Fucile; Arévalo Ríos, Pérez e Maxí Pereira; Cavani, Suárez e Forlán
Técnico: Oscar Tabárez

ALEMANHA: Butt; Aogo, Mertesacker, Friedrich, Jerome Boateng e Jansen; Khedira, Schweinsteiger, Muller e Ozil; Cacau

Técnico: Joachim Low

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