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11 de Setembro

Os EUA em choqueSegurança dos EUA hojeGravações inéditasPentágono na miraTrabalho no Marco ZeroBBB

A TRAGÉDIA EM IMAGENS

11 de Setembro - Foto: AP/ Ernesto Mora/ Amy Sanchetta/ Richard Drew
11 de Setembro - Foto: AP/ Doug Mills
11 de Setembro - Foto: Getty Images/ Pool Photo
11 de Setembro - Foto: Getty Images/ Spencer Platt
Foto: Getty Images/Mario Tama

Os donos da guerra

George W. Bush

Antes

Filho do ex-presidente George Bush, o republicano foi governador do Texas antes de chegar, como o pai, à presidência, em votação de resultado controverso. Assumiu o mandato em janeiro de 2001.

Presidente dos EUA no dia dos ataques, George W. Bush viu sua popularidade decolar a 90% após declarar "guerra ao terror" no dia 20 de setembro.

Depois

Conquistou a reeleição em 2004 com 51% dos votos, mas teve a popularidade abalada pela tragédia do Furacão Katrina em ago/2005 e pelo fiasco da guerra do Iraque. Cinco anos após o início do conflito, havia 4 mil soldados mortos e o orçamento previsto em até US$ 60 bilhões chegava a US$ 600 bilhões.

Sua popularidade chegou a cair a 25% em nov/2008, após a eclosão da pior crise econômica desde 1929. Deixou a presidência em 2009, sucedido pelo democrata Barack Obama.

Após deixar a presidência, passou a dedicar-se ao George W. Bush Presidential Center e a escrever o livro de memórias "Decision Points", lançado em 2010.

Barack Obama

Antes

Filho de um economista do Quênia e de uma antropóloga e pesquisadora do Kansas, o advogado formado por Columbia e Harvard Barack Obama opunha-se à invasão do Iraque, mas ainda estava fora do Senado quando houve a votação sobre o envio de tropas ao país.

Depois

Eleito senador por Illinois em 2005, o democrata despontou como proposta de renovação na política americana.

Decolou nas eleições à presidência de 2008 com promessa de retirar as tropas do Iraque em 16 meses. Já na presidência, anunciou a retirada da última tropa em agosto de 2010.

Ainda há 50 mil soldados americanos no Iraque trabalhando na capacitação de forças iraquianas. A previsão é que eles deixem o país até dezembro de 2011.

No Afeganistão, onde há cerca de 100 mil soldados, a previsão é que 33 mil voltem aos EUA até dezembro de 2012.

Osama bin Laden

Antes

Membro de família saudita milionária, Bin Laden abandonou a vida de conforto que levava em um palácio na Arábia Saudita para lutar ao lado dos mujahidin contra a invasão soviética no Afeganistão.

Ele é apontado como mentor dos atentados simultâneos às embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos em 1998, e também da explosão de um navio americano na costa do Iêmen, que matou 17 marinheiros em 2000.

Bin Laden também teria dado suporte ao primeiro atentado ao World Trade Center, que matou seis pessoas em 1993.

Depois

Líder da rede terrorista Al Qaeda, é considerado o cérebro por trás do atentado contra Nova York. Tornou-se o inimigo número 1 dos Estados Unidos depois do ataque.

Caçado por tropas americanas, foi morto com um tiro na cabeça por uma força especial em 1º de maio de 2011 - 3.519 dias, duas guerras e US$ 1,18 trilhão em gastos militares depois do atentado.

Al Qaeda

Antes

O grupo formou-se no início dos anos 1980 para lutar contra a invasão soviética no Afeganistão. Tinham apoio dos EUA, mas passaram a considerá-los traidores no fim do conflito. As tropas saíram deixando o país arrasado. Com a invasão do Iraque na década de 1990 pelos EUA e a instalação de base militar na Arábia Saudita, a revolta aumentou.

Sem base territorial e independente de um Estado, a Al Qaeda tornou-se uma rede de colaboradores espalhados pelo mundo e já financiou ataques em vários países. Entre eles, explosões de carros-bomba contra alvos americanos na Arábia Saudita em 1996, assassinato de turistas no Egito em 1997, e atentados simultâneos às embaixadas americanas em Nairobi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia) em 1998, que matou 224.

Depois

A invasão americana ao Afeganistão após o atentado enfraqueceu a Al Qaeda, ao matar e capturar insurgentes. A partir de 2003, no entanto, o início da guerra no Iraque provocou a adesão de uma nova leva de recrutas - resultado da oposição das comunidades muçulmanas de todo o planeta à invasão.

O modelo da Al Qaeda difundiu-se para outras partes do mundo com a criação de células terroristas autônomas. A existência de um sentimento jihadista mais emocional do que político provoca preocupação por provocar muitas mortes sem se interessar pelas consequências.

Após a morte de Bin Laden, Obama declarou que "a Al Qaeda continua sendo perigosa e devemos estar atentos aos seus ataques".

Saddam Hussein

Antes

Saddam Hussein tornou-se chefe de estado do Iraque em 1979, iniciando um dos governos mais sangrentos da história. Perseguiu e matou supostos traidores, instaurando sistema de terror no país. Entre 100 mil e 200 mil curdos morreram na década de 1980, vítimas da perseguição de Saddam.

Atacou o Irã em 1980. O conflito durou 8 anos e deixou 400 mil mortos, contando com o uso de armas químicas contra soldados iranianos.

Passou a ser considerado inimigo dos EUA em 1990, depois que tropas iraquianas invadiram o Kuwait, deflagrando a Guerra do Golfo. Forças americanas e aliadas expulsaram os iraquianos do país em 1991.

Depois

Após os ataques, o Iraque passou a compor o grupo de países do "eixo do mal", sob acusação de produzir armas de destruição em massa e colaborar com o terrorismo internacional. Em março de 2003, depois da ofensiva no Afeganistão, a segunda fase da guerra ao terror colocou o Iraque sob a mira e iniciou uma caçada por Saddam. Ele foi capturado em 13 de dezembro de 2003 em um buraco subterrâneo.

Levado a um Tribunal Especial Iraquiano, respondeu por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Foi condenado à forca em novembro de 2006 e morto no dia 30 de dezembro, aos 69 anos. As supostas armas de destruição em massa jamais foram encontradas.

Por CLIMATEMPO

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