Durante muito tempo o Protocolo de Kyoto ficou na pauta de discussões no mundo todo, com polêmicas sobre metas e participação de países como os Estados Unidos. Relembre os princípios e quem se comprometeu a esse protocolo.
O que é o Protocolo de Kyoto? É um acordo internacional para controlar o aumento da temperatura do planeta, o "efeito estufa" causado pela poluição. Proposto em 1997 durante um encontro de líderes mundiais na cidade japonesa de Kyoto, o protocolo previa que os países ricos reduzam as emissões de gases causadores do aquecimento global.
Quais gases devem ser controlados? O metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), três gases flúor - o hidrofluorcarbono (HFC), o perfluorcarbono (PFC) e o hexafluor sulfúrico (SF6) - e principalmente o gás carbônico (CO2). Liberado por carros ou indústrias que usam carvão ou petróleo como combustível, o CO2 é o principal causador do efeito estufa.
Qual a redução prevista? Depende. O grupo de países em desenvolvimento (que inclui o Brasil) não precisa reduzir nada - pelo menos nos próximos anos. Já as nações desenvolvidas devem reduzir, em média, 5% das emissões de gases nocivos em relação a 1990, ano do início das discussões sobre o aquecimento global. O prazo para atingir a meta é o ano de 2012.
Quais são os países signatários? Graças à adesão da Rússia, no final de 2004, o acordo conseguiu o número mínimo de signatários. Até o momento, 179 países se comprometeram com o Protocolo. Os Estados Unidos deixaram as negociações em 2001 e negaram-se a ratificar o Protocolo, de acordo com a alegação do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos iriam refrear o crescimento da economia norte-americana.
Papel do Brasil Com a instituição do comércio de carbono, o Brasil viu uma oportunidade. O comércio de emissões consiste em permitir que países comprem e vendam cotas de emissões do gás carbônico. Assim, países que poluem muito podem comprar "créditos" não usados daqueles que "têm direito" a mais emissões do que o que normalmente geram, como por exemplo o Brasil.